Rússia pode ter manipulado local de ataque químico na Síria

Embaixador russo Alexander Shulgin fala em Haia sobre investigação da Opaq- MICHAEL KOOREN  REUTERS

"Os funcionários sírios e russos que participaram nas reuniões preparatórias em Damasco informaram a equipa de investigadores de que ainda estão a resolver questões de segurança pendentes, antes que se possa realizar qualquer deslocação", disse esta segunda-feira o diretor da OPAQ, Ahmet Üzümcü. A luz verde foi dada pela Rússia à equipa internacional que se encontra no país desde sábado mas que não foi ainda autorizada a visitar Douma, a cidade a cerca de 10 quilómetros da capital Damasco que terá sido palco do ataque químico.

"O regime sírio tem um histórico abominável de uso de armas químicas contra o seu próprio povo". Lideradas por Washington, Paris e Londres, essas incursões ocorreram apesar da presença dos inspetores da Opaq na Síria. "Na quarta-feira, prevemos a chegada dos especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ)", disse um alto responsável russo, numa conferência de imprensa na embaixada da Rússia em Haia, explicando que as estradas que levam a Douma estão ainda a ser desminadas.

Os especialistas, cuja tarefa é investigar o possível uso de armas químicas, mas não identificar os autores, ainda não visitaram Douma, onde o suposto ataque causou dezenas de mortes, de acordo com os Capacetes Brancos, grupo de defesa civil que atua em regiões da Síria controladas pela oposição a Assad.

Já americanos, franceses e britânicos apresentaram na ONU um novo projeto de resolução sobre a Síria que deve ser discutido ainda hoje.

"Missão cumprida", comemorou o presidente americano, Donald Trump, no Twitter, acrescentando que o resultado da operação, "perfeitamente executada", "não poderia ter sido melhor".

No sábado, aviões de combate dos Estados Unidos, Reino Unido e França lançaram uma centena de mísseis contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas em três locais na Síria em retaliação pelo ataque a Douma.

No domingo, Putin advertiu Estados Unidos, França e Reino Unido contra novos ataques na Síria, que gerariam "inevitavelmente caos" nas relações internacionais. O seu trabalho anuncia-se complicado, mais de uma semana após os acontecimentos, numa zona que desde então passou para o controlo do regime sírio e da polícia militar russa.

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